Não caia na armadilha das financeiras!

Uma das ações judiciais bem comuns atualmente em nosso judicário certamente é a busca e apreeensão de veículos, movidas pelas financeiras em face de pessoas que por qualquer motivo não conseguiram adimplir as parcelas do financiamento contratado.

Portanto, visando evitar que isso ocorra com você, tentarei explicar um pouco sobre as espécieis de financiamento e qual deles pode melhor caber no seu bolso, para que você não se enrrole mais na frente.

Qual a melhor opção de financiamento?

Basicamente temos três modalidades: leasing, CDC e o bom e antigo consórcio.

O leasing é uma operação de arrendamento financeiro, ou seja, o bem é adquirido pelo arrendatário, de acordo com as especificações do contratante, que o arrenda por prazo e pagamentos previamente definidos, permanecendo o bem sob propriedade da arrendadora durante o contrato, fazendo com que o consumidor fique com o bem em seu nome apenas ao término do contrato.

Esta espécie de financiamento, é mais vantajoso para empresas, pois além do prazo para pagamento, ela ainda permite deduções no Imposto de Renda e não há incidência de IOF.

A sua desvangem consite no contratante ficar “preso” por no mínimo 24 meses, já que não pode antecipar o pagamento das últimas parcelas, e se puder pagar antes, tem que fazer a quitação do contrato com desconto dos juros.

O crédito direto ao consumidor (CDC), é uma operação de financiamento para aquisição de automóveis e motos, no qual você tem normalmente até 60 meses para pagar com parcelas fixas e vencimento à escolha do contratante, podendo ainda financiar 100% do veículo.

Suas principais vantagens são que o contratante paga o bem à vista e depois financia a dívida diretamente com a instituição financeira, além do fato do proprietário já adquirir o veículo em seu nome.

Nesta modalidade ainda há a possibilidade de quitação do bem antes do fim do contrato, bem como antecipar as parcelas, sempre com desconto dos juros.

Sua desvantagem consiste principalmente no valor do bem ficar mais elavado em função do risco (lembre-se que o bem já sai em nome do proprietário), em razão disso são necessárias mais garantias de crédito.

Já o consórcio consiste na união de pessoas e empresas com o objetivo de acumular recursos financeiros para adquirir bens de consumo, a um custo menor que o do finaciamento tradicional.

Dentre suas vantagens posso destacar que é mais vantajoso para pessoas físicas, principalmente pela escolha do prazo, pela possibilidade de definir uma parcela que caiba no bolso, não havendo altos riscos por inadimplência, sendo ideal para quem tem dificuldade de comrpovar renda, por trabalhar na informalidade.

A única desvantagem dessa forma de finaciamento, é que você não saberá quando poderá ter acesso ao bem, já que depende de sorteios e lances, ocorridos conforme o contratado.

Resumindo (aqui vale uma opinião pessoal), se você não tem pressa em adquirir o bem, prefira o consórcio, mas caso tenha, opte pelo CDC e deixe como última escolha o leasing.

Para finalizar, jamais esqueça de fazer bom uso do seu dinheiro para não cair em possíveis armadilhas de quem está negociando um financiamento com você (eles não são seus amigos, e estão apenas visando o lucro próprio). Acredite no seu poder de barganha e tente alcançar o melhor valor de juros, parcelas, prazo e benefícios.

Não aja impulsivamente e coloque sempre a razão na frente da emoção, lembre-se que você está adquirindo um bem durável e a dívida contraída vai lhe acompanhar por meses ou anos, já a emoção momentânea que você está sentindo ao adquirir o novo veículo não.

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